Quantos Itens Repetidos Posso Trazer do Paraguai? Quais as Regras na Prática

Compras em grande quantidade no exterior

Quem compra no Paraguai costuma ter a mesma dúvida: quantos itens repetidos posso trazer sem problemas na fronteira?
A resposta curta é: não existe um número fixo definido em lei, mas existe sim um limite prático baseado em uso pessoal, valor da cota e interpretação da fiscalização.

Neste guia, você vai entender:

  • como a Receita Federal avalia itens repetidos,
  • quais produtos geram mais atenção,
  • exemplos práticos do que costuma passar ou não,
  • e como reduzir riscos ao voltar da fronteira.

O foco aqui é compras no Paraguai por conta própria, especialmente via Foz do Iguaçu / Ciudad del Este, com menções ao Uruguai e à Argentina quando fizer sentido.


O Que a Receita Federal Considera “Item Repetido”?

Item repetido é qualquer produto igual ou muito semelhante, em quantidade que levante suspeita de revenda.

Não existe uma lista oficial com números fechados. A análise é feita caso a caso, levando em conta:

  • quantidade de itens iguais
  • tipo de produto
  • valor total da compra
  • perfil do viajante
  • frequência de viagens
  • forma de transporte (ônibus, carro, avião)

👉 O critério central é uso pessoal, não quantidade absoluta.


Quantidade Permitida: Existe um Número Oficial?

Não existe um número oficial publicado pela Receita Federal dizendo “pode trazer X unidades”.

O que existe é:

Cota de valor (atual)

  • US$ 500 por pessoa na fronteira terrestre

Itens repetidos entram no cálculo da cota e ainda podem ser barrados mesmo dentro do valor, se caracterizarem comércio.

👉 Produtos proibidos de trazer do exterior para o Brasil


Exemplos Práticos de Itens Repetidos (Paraguai)

📱 Celulares

  • 1 celular: normal
  • 2 celulares: pode passar, dependendo do contexto
  • 3 ou mais celulares iguais: alto risco de retenção

👉 Mesmo dentro da cota, vários celulares iguais costumam ser interpretados como revenda.


💄 Perfumes

  • 1 a 3 unidades diferentes: geralmente aceito
  • 3 iguais: pode gerar questionamento
  • 4 ou mais iguais: risco alto

Perfume é um dos produtos mais fiscalizados, especialmente marcas conhecidas.


🧴 Cosméticos e eletrônicos pequenos

  • pequenas quantidades variadas → menos problema
  • caixas fechadas, muitas unidades iguais → mais risco

A diversidade costuma ajudar mais do que a quantidade.


🥃 Bebidas alcoólicas

  • Limite oficial: 12 litros por pessoa
  • Acima disso: tributação ou retenção

Mesmo dentro do limite, excesso de garrafas iguais pode gerar suspeita.


O Que Costuma Dar Problema na Fronteira

Itens que mais geram retenção:

  • muitos celulares iguais
  • perfumes em grande quantidade
  • eletrônicos lacrados em volume
  • caixas fechadas sem uso aparente
  • compras feitas repetidamente em curto período

📌 O problema quase nunca é um item, mas o conjunto da compra.


Paraguai x Uruguai: Existe Diferença?

Sim, na prática.

Paraguai

  • fiscalização mais focada em volume e repetição
  • grande fluxo de compras para revenda
  • maior rigor com eletrônicos e perfumes

Uruguai

  • compras costumam ser em duty free
  • maior tolerância para itens repetidos dentro da cota
  • fiscalização mais previsível

👉 Se quiser aprofundar, veja também: Compras em duty free no Uruguai: regras, limites e o que vale a pena


Como Reduzir Risco ao Trazer Itens Repetidos

Boas práticas comuns entre viajantes experientes:

  • evite grandes quantidades iguais
  • misture marcas e modelos
  • retire embalagens quando possível
  • distribua itens entre viajantes (dentro da lei)
  • não viaje com frequência excessiva
  • declare se ultrapassar a cota

👉 Declarar e pagar imposto não elimina o risco de caracterização comercial, mas reduz penalidades.


Fonte Oficial e Base Legal

As regras aqui descritas são baseadas em orientações da Receita Federal do Brasil, que é a autoridade responsável pela fiscalização de bagagens e importações pessoais.

📎 Fonte confiável: Receita Federal – Viajantes e Cota de Isenção

Essa página é confiável porque:

  • é fonte oficial do governo brasileiro
  • define critérios legais e limites de isenção
  • é usada como base pelos fiscais na fronteira

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