Compras e Viagens na Argentina: guia completo e direto

Ilustração sobre a Argentina com sua cultura e símbolos turísticos

Quem viaja para a Argentina hoje tem dois motivos principais: aproveitar Buenos Aires e fazer compras que realmente valem a pena — especialmente perfumes, bebidas, eletrônicos pontuais, roupas de couro e vinhos.

E sim, ainda existe diferença entre comprar na capital, comprar nas cidades de fronteira e comprar no Free Shop. A maioria só descobre isso lá dentro, quando já perdeu dinheiro.

A seguir, explico tudo como alguém que aprendeu testando câmbio, brigando com máquinas de tax free e descobrindo que alguns preços só parecem bons até você comparar direito.


Planeje suas compras antes de viajar


Onde comprar na Argentina: diferenças práticas entre Buenos Aires, fronteira e Free Shops

1. Buenos Aires: variedade enorme, mas preços variam demais

Buenos Aires é o lugar onde você encontra tudo: marcas internacionais, outlets, lojas locais e shoppings grandes.
Só que a lógica é simples: o que depende de dólar → nem sempre é barato; o que é produto local → costuma valer muito.

O que realmente compensa na capital:

  • Roupas de couro (casacos, jaquetas, botas): qualidade muito superior ao Brasil por metade do preço.
    Exemplo: jaqueta de couro legítimo por US$ 120–150 enquanto no Brasil não sai por menos de R$ 1.000.
  • Vinhos argentinos (inclusive rótulos premium).
  • Produtos de farmácia como protetor solar, cremes e maquiagens argentinas.
  • Doces, alfajores, dulce de leche → preços ridículos de baratos se comparados ao Brasil.

O que raramente vale a pena:

  • Eletrônicos — quase sempre mais caros que no Paraguai e mais próximos dos preços brasileiros.
  • Perfumes importados — às vezes compensam, mas o Free Shop normalmente ganha.
  • Roupas de marcas internacionais — Zara, H&M, Nike… em geral mais caro que Brasil/Paraguai.

Onde eu costumo comprar sempre em Buenos Aires:

  • Avenida Córdoba → outlets reais (não aqueles “50% OFF” que ninguém acredita).
  • Galerías Pacífico → ótimo para quem quer marcas boas e ambiente organizado.
  • Avenida Santa Fe → grande variedade e preços mais locais.
  • Feiras de couro em San Telmo → pechinchar funciona.

👉 Compras em Buenos Aires: o que vale a pena e onde ir


2. Cidades de fronteira: Puerto Iguazú e Paso de los Libres

Comprar na fronteira é outro jogo.

Por que muita gente prefere a fronteira?

  • Preço costuma ser melhor que Buenos Aires.
  • Proximidade com o Brasil.
  • Facilidade para comparar com Paraguai ou Uruguai (quem faz rota combinada).

Onde faz diferença real:

  • Vinhos
  • Azeites e produtos gourmet
  • Bebidas premium
  • Alguns perfumes

O que muda em relação à capital:

  • Variedade menor, mas preços mais competitivos.
  • Menos chance de pegar turista desavisado (Buenos Aires tem suas pegadinhas).

Free Shops da Argentina: quando realmente vale a pena

Free Shop é assunto sério, porque muita gente compra no impulso e paga mais caro do que pagaria na cidade.

A lógica é simples:

  • No Free Shop de chegada, você compra sem impostos.
  • No Free Shop de saída, também.
  • Mas os preços mudam entre aeroportos e fronteiras.

Em quais produtos o Free Shop supera quase tudo:

  • Perfumes importados (o campeão absoluto)
  • Bebidas premium (whisky, vodka, champanhe)
  • Cosméticos importados
  • Alguns chocolates e kits de presente

Onde costuma perder:

  • Eletrônicos (20 a 40% mais caro que Paraguai)
  • Vinhos (Buenos Aires ainda ganha)
  • Acessórios de marcas conhecidas (varia muito)

Situações reais:

  • Perfume de 100 ml que custa R$ 650 no Brasil → no Free Shop aparece por US$ 65–75.
  • Whisky 12 anos no Brasil por R$ 199–239 → no Free Shop sai por US$ 18–22.

Câmbio na Argentina: a parte que define se a compra vale ou não

Esse é o ponto que a maioria ignora.
A Argentina vive mudando regras, taxas e tipos de câmbio.

Hoje, o cenário mais comum é:

  • Cartão de crédito internacional converte num câmbio mais caro.
  • Cartão internacional com cotação turística local geralmente melhora muito.
  • Dinheiro vivo (peso adquirido no Brasil) quase sempre é cilada.
  • Trocar real → peso na Argentina é melhor, mas exige pesquisa.

Minha regra pessoal:

Só pago com cartão quando a loja dá o valor em dólar direto, e comparo com o câmbio paralelo/local antes de aceitar.

Quem ignora essa etapa perde muito dinheiro.

👉 Veja também: Compras na Argentina: quando ainda vale a pena e quando não


Produtos que mais valem a pena comprar na Argentina (com exemplos reais)

1. Vinhos

Não tem comparação.
Você encontra:

  • Bons vinhos entre US$ 3 e US$ 7
  • Rótulos premiados entre US$ 12 e US$ 20

2. Couro

Casacos de couro são absurdamente mais baratos que no Brasil e duram muitos anos.

3. Perfumes e cosméticos

Free Shop vence facilmente Buenos Aires.

4. Comidas e presentes

  • Alfajores
  • Dulce de leche
  • Queijos
  • Chocolates artesanais

Todos extremamente baratos para levar como lembrança.


Produtos que NÃO valem a pena na Argentina

  • iPhone (nunca vale)
  • Notebooks
  • Relógios premium
  • Tênis de marca internacional
  • Electrodomésticos (preços variam muito e geralmente são ruins)

Se o seu foco é eletrônico → Paraguai ganha de lavada.


Shoppings e lojas confiáveis (lista prática)

Buenos Aires

  • Galerías Pacífico
  • Alto Palermo
  • Distrito Arcos (outlets)
  • Avenida Córdoba (outlets reais)
  • Patio Bullrich (mais sofisticado)

👉 Compras em Buenos Aires: o que esperar de verdade

Fronteira


Checklist final: o que você precisa decidir antes de comprar na Argentina

  • Vai focar em vinhos, couro, perfumes ou comidas? → Então vale.
  • Vai atrás de eletrônicos? → Vá para o Paraguai.
  • Quer perfumes e bebidas premium? → Free Shop.
  • Quer pagar barato? → Compare câmbio ANTES de pagar.
  • Não tem paciência para pesquisar? → Buenos Aires é ótima, mas não a mais barata.

Quando vale a pena comprar na Argentina

  • Quando seu objetivo é vinho, couro, perfume ou produtos locais.
  • Quando você sabe lidar com câmbio.
  • Quando viaja para Buenos Aires e aproveita a variedade.

Quando NÃO vale a pena

  • Quando o foco é eletrônico.
  • Quando você depende apenas do cartão de crédito com câmbio ruim.
  • Quando você espera preços “igual Paraguai”.

Para evitar problemas na volta